Já lá vai o tempo em que eu achava piada à expressão " ano novo, vida nova".
Está bem, eu sei - é importante e bom fazer balanços, parar para pensar, estabelecer objectivos e acreditar ingenuamente que são para cumprir à risca, pedir desejos ao sabor de passas e imaginar que nesta noite tudo se promete.
Mas daí a desejar prescindir da minha "vida velha" de imperfeição e de lapso, de encontros improváveis e outros que nunca chegaram a acontecer, "vida velha" de palavras tantas vezes não ditas, de nostalgias, esperanças, conquistas, moínhos de vento, momentos de pragmatismo e outros dignos de "cavaleiro da triste figura" ( que bonita esta expressão de Cervantes!), " vida velha" onde me reconheço, e aos meus amigos, às coisas que bem ou mal se foram construíndo e que decidi habitar, utilizando esta coisa boa que é a liberdade, daí a desejar prescindir dela, dizia, vai um caminho que não desejo percorrer.
A "vida velha" é "velhinha" na ternura e "nova" no desejo, é aquela que tenho e que agradeço, "porque me hay dado tanto...".
Por isso, os meus votos para 2008 são assim- vira o disco, e toca quase o mesmo ( porque mesmo na repetição se cria o diferente...):
Continuar a dizer em vez de calar. Exercer sempre novas liberdades. Ensaiar os voos possíveis, questionar a realidade e, acima de tudo , questionar-me. Ser uma zona livre, como diz Prévert.
Poder dizer ao comandante que ele também se engana.
" Zona Livre
Pus o bivaque na gaiola
e saí de pássaro na cabeça.
Então?
já não se faz a continência?
perguntou o comandante.
Não
já não se faz a continência
respondeu o pássaro
Ah bom
desculpe, pensei que se fazia
disse o comandante
Está desculpado, qualquer um pode enganar-se
respondeu o pássaro."
( Jaques Prèvert)
31.12.07
Um novo ano. Outra e a mesma história.
Porque é momento de recomeços, saúdo-vos.
Porque é tempo de promessas, compromissos, desejos cheios e fortunas, proponho a leitura de uma pequena parte de um livro escrito pelo Dr. Óscar F. Gonçalves.
O autor inicia o seu livro resgatando D. Quixote, heróico cavaleiro, esquecido por tantos mas, por outros mais, figura de referência, para nos falar de narrativas, de histórias de vida, de contos, de autores e construções.
Apresento o texto por uma razão vasta. Pelas palavras que usamos e gastamos, pelo silêncio caro que por vezes procuramos ou perdemos, pela autoria desejada e conquistada da nossa própria história de vida (perdida a história dos nossos, num resgate que se impõe), por D. Quixote e pelo sorriso que me desperta, por todos os motivos que me lembrei e não escrevi e por todos aqueles encontrados pelo leitor, os quais gostaria de conhecer.
Com os votos de um ano novo cheio de descobertas, curiosidades, trabalhos e conquistas.
Boa Leitura.
"Ao apresentar ao leitor a imortalizada figura de D. Quixote, Miguel Cervantes recorda-nos que tudo começou no esforço de preenchimento dessas longas tardes em que a personagem se debatia sobre o que fazer com o desmedido espaço e tempo que se lhe afiguravam.
"À semelhança de qualquer narrativa, a vida não passa afinal de um modo complexo de gestão de espaço e tempo. Diante da folha em branco, o autor desenha as personagens que, por sua vez, vão garatujando os seus próprios caminhos na diversidade de cenários e no cruzamento de temporalidades. Tal como D. Quixote, o autor toma a indefinição criativa do espaço e a flexibilidade dos movimentos do tempo como condição necessária para o despertar da sua autoria.
"No entanto, nas primeiras linhas da sua construção, D. Quixote está ainda aquém do processo de autoria, num limbo criativo, na gestação questionante do seu ócio. D. Quixote ocupa o tempo vivendo vicariamente as experiências de outras personagens, deleitando-se numa leitura compulsiva das obras de cavalaria. Com estas leituras, lembra-nos Cervantes, vai-se progressivamente afastando do mundo, chegando ao ponto de se esquecer da administração da sua própria fazenda, bem como de todos os seus bens terrenos. Era, na opinião do autor, uma alienação que o insanescia e que de tanto ler "lhe foi secando o cérebro". No entanto, é no contexto deste insanescimento que decorre o motivo de uma nova procura. Procura testemunhada pelo momento em que D. Quixote decide passar da condição de leitor à condição de autor da sua vida. O espaço e o tempo deixam de ser objecto de uma contemplação ociosa para adquirirem a condição de experiência activa. D. Quixote decide fazer de si próprio "caballero andante, e irse por todo el mundo com sus armas e caballo a buscar las aventuras"."
Porque é tempo de promessas, compromissos, desejos cheios e fortunas, proponho a leitura de uma pequena parte de um livro escrito pelo Dr. Óscar F. Gonçalves.
O autor inicia o seu livro resgatando D. Quixote, heróico cavaleiro, esquecido por tantos mas, por outros mais, figura de referência, para nos falar de narrativas, de histórias de vida, de contos, de autores e construções.
Apresento o texto por uma razão vasta. Pelas palavras que usamos e gastamos, pelo silêncio caro que por vezes procuramos ou perdemos, pela autoria desejada e conquistada da nossa própria história de vida (perdida a história dos nossos, num resgate que se impõe), por D. Quixote e pelo sorriso que me desperta, por todos os motivos que me lembrei e não escrevi e por todos aqueles encontrados pelo leitor, os quais gostaria de conhecer.
Com os votos de um ano novo cheio de descobertas, curiosidades, trabalhos e conquistas.
Boa Leitura.
"Ao apresentar ao leitor a imortalizada figura de D. Quixote, Miguel Cervantes recorda-nos que tudo começou no esforço de preenchimento dessas longas tardes em que a personagem se debatia sobre o que fazer com o desmedido espaço e tempo que se lhe afiguravam.
"À semelhança de qualquer narrativa, a vida não passa afinal de um modo complexo de gestão de espaço e tempo. Diante da folha em branco, o autor desenha as personagens que, por sua vez, vão garatujando os seus próprios caminhos na diversidade de cenários e no cruzamento de temporalidades. Tal como D. Quixote, o autor toma a indefinição criativa do espaço e a flexibilidade dos movimentos do tempo como condição necessária para o despertar da sua autoria.
"No entanto, nas primeiras linhas da sua construção, D. Quixote está ainda aquém do processo de autoria, num limbo criativo, na gestação questionante do seu ócio. D. Quixote ocupa o tempo vivendo vicariamente as experiências de outras personagens, deleitando-se numa leitura compulsiva das obras de cavalaria. Com estas leituras, lembra-nos Cervantes, vai-se progressivamente afastando do mundo, chegando ao ponto de se esquecer da administração da sua própria fazenda, bem como de todos os seus bens terrenos. Era, na opinião do autor, uma alienação que o insanescia e que de tanto ler "lhe foi secando o cérebro". No entanto, é no contexto deste insanescimento que decorre o motivo de uma nova procura. Procura testemunhada pelo momento em que D. Quixote decide passar da condição de leitor à condição de autor da sua vida. O espaço e o tempo deixam de ser objecto de uma contemplação ociosa para adquirirem a condição de experiência activa. D. Quixote decide fazer de si próprio "caballero andante, e irse por todo el mundo com sus armas e caballo a buscar las aventuras"."
Viver narrativamente. A psicoterapia como adjectivação da experiência. Óscar F. Gonçalves
12.11.07
Magia, sabedoria e ciência
"A psicoterapia não é nem um ritual mágico nem uma estratégia médica anti-infecciosa. Pelo contrário (...) o objectivo da psicoterapia é dar poder aos pacientes para estes potenciarem as suas vidas na complexidade dos seus mundos.
"A psicoterapia, tal aliás como qualquer outro tipo de terapia, não pode impedir ou limitar a multiplicidade de construções bem como a erosão inerente ao próprio ciclo de vida. O melhor que poderemos fazer é sermos humildes na nossa ciência-prática, ajudando o paciente na sua construção e exploração dos seus encontros com a vida.
"O resultado de qualquer processo terapêutico é, no entanto, constrangido por certos limites. (...) os limites da psicoterapia são também os limites do psicoterapêuta como co-produtor das narrativas terapêuticas.
"No decurso das últimas décadas, o treino de psicoterapeutas tem sido inspirado no modelo do cientista-pratico. De cordo com este modelo, o psicoterapeuta deverá ser treinado a assumir uma dupla atitude: por um lado, a de um sólido cientista e investiador e, por outro, a perícia de um prático clínico (cf., Derner, 1965). O' Donohue (1989) sugeriu que este modelo fosse completado com a tríade - metafisico-cientista-pratico. Por outras palavras, (...) a nossa compreensão e prática da psicoterapia é parte daquilo que somos como pessoas (Gonçalves & Barbosa, 1990).
"A psicoterapia, tal aliás como qualquer outro tipo de terapia, não pode impedir ou limitar a multiplicidade de construções bem como a erosão inerente ao próprio ciclo de vida. O melhor que poderemos fazer é sermos humildes na nossa ciência-prática, ajudando o paciente na sua construção e exploração dos seus encontros com a vida.
"O resultado de qualquer processo terapêutico é, no entanto, constrangido por certos limites. (...) os limites da psicoterapia são também os limites do psicoterapêuta como co-produtor das narrativas terapêuticas.
"No decurso das últimas décadas, o treino de psicoterapeutas tem sido inspirado no modelo do cientista-pratico. De cordo com este modelo, o psicoterapeuta deverá ser treinado a assumir uma dupla atitude: por um lado, a de um sólido cientista e investiador e, por outro, a perícia de um prático clínico (cf., Derner, 1965). O' Donohue (1989) sugeriu que este modelo fosse completado com a tríade - metafisico-cientista-pratico. Por outras palavras, (...) a nossa compreensão e prática da psicoterapia é parte daquilo que somos como pessoas (Gonçalves & Barbosa, 1990).
8.11.07
Workshop Experimental de Introdução à Arte-Terapia
Data: 24 de Novembro 2007 - Sábado
Horário: Das 15h às 19h
Horário: Das 15h às 19h
Local: Sede da SPAT
Campo Grande, 30 - 2º D - Lisboa
Tel. 217971859
ENTRADA GRATUITA
Mediante inscrição prévia até 19/11/07 - Limitado a 10 pessoas.
ENTRADA GRATUITA
Mediante inscrição prévia até 19/11/07 - Limitado a 10 pessoas.
Preencha e reenvie o formulário que segue em anexo para considerarmos válida a sua inscrição.
Destinatários
Profissionais e estudantes das áreas de psicologia, artes, sociologia, assistência social, educação, medicina, e demais interessados na Arte-Terapia - NÃO MEMBROS DA SPAT
Objectivos
Pretende-se com este workshop dar a possibilidade àqueles interessados em saber mais sobre a Arte-Terapia ou eventualmente em fazer formação na SPAT, de poderem ter uma experiência prática. Tal permitir-lhes-á contactarem com algumas técnicas, recursos técnicos artísticos e procedimentos relacionais terapêuticos próprios à Arte-Terapia.
Deste modo poder-se-ão aperceber das potencialidade transformadoras explícitas na concretização da imaginação e obterem informações sobre a formação na SPAT.
Formadora
Dra. Susana Catarino - Arte-Psicoterapeuta e psicóloga.
Material necessário
Material de desenho ou pintura (ex: lapis de cor, pasteis, etc), papel de desenho, um instrumento musical simples, roupa confortável.
15.10.07
A inconstância humana
"A culpa é da inconstância humana. Ninguém é uma coisa só; nós, todos, somos muitos. E o pior é que de um lado da gente não se deduz o outro, não é mesmo? (...)
"A multiplicidade humana, é isso mesmo. A tragédia é essa. Dois nunca são só dois, são dezassete de cada lado. E quando você pensa que conhece todos, aparece o décimo oitavo. "
"A multiplicidade humana, é isso mesmo. A tragédia é essa. Dois nunca são só dois, são dezassete de cada lado. E quando você pensa que conhece todos, aparece o décimo oitavo. "
A inconstância humana, Luis Fernando Verissimo
Expresso, ACTUAL n°1822, 29 de Setembro 2007 Norte
Expresso, ACTUAL n°1822, 29 de Setembro 2007 Norte
10.10.07
Avaliação do ensino superior: o autismo do critério único
Ainda sobre o ensino, ainda sobre Portugal.
Convido a ler o artigo publicado no Le Monde diplomatique - edição portuguesa, II Série, n.° 12.
«Avaliação do ensino superior: o autismo do critério único» (João P. Almeida Fernandes, Alexandre Bettemcourt, Christopher Bochmann, Manuel J. do Carmo Ferreira, António Fidalgo, Clara Meneres, Manuel Melo e Mota e Raul M. Rosado Fernandes)
Convido a ler o artigo publicado no Le Monde diplomatique - edição portuguesa, II Série, n.° 12.
«Avaliação do ensino superior: o autismo do critério único» (João P. Almeida Fernandes, Alexandre Bettemcourt, Christopher Bochmann, Manuel J. do Carmo Ferreira, António Fidalgo, Clara Meneres, Manuel Melo e Mota e Raul M. Rosado Fernandes)
Examinem os examinadores
Numa altura em que o estado das coisas e as coisas do estado parecem andar às avessas, a crónica de 30 de Setembro de Rui Cardoso Martins "Examinem os examinadores", publicada no Suplemento do Público, Revista Pública, não pode deixar de ser lida.
Ilustrando o que se passa no Portugal real, a crónica relembra que, para que haja uma mudança positiva no panorama nacional, na qual temos um importante papel, o olhar deitado sobre todas as questões que desejarmos compreender, terá que ser um olhar que parta do particular para o geral, um olhar que contemple as anedotas do dia-a-dia.
Convido à leitura.
Ilustrando o que se passa no Portugal real, a crónica relembra que, para que haja uma mudança positiva no panorama nacional, na qual temos um importante papel, o olhar deitado sobre todas as questões que desejarmos compreender, terá que ser um olhar que parta do particular para o geral, um olhar que contemple as anedotas do dia-a-dia.
Convido à leitura.
6.10.07
I Encontro do Centro de Estudos Psicanalíticos de Coimbra
O Centro de Estudos Psicanalíticos de Coimbra (CEPC) vai realizar o seu I Encontro, intitulado "Insatisfação, Vazio Mental e Mal Estar", dia 9 e 10 de Novembro, no Auditório do Instituto da Juventude de Coimbra.
Aqui deixo o essencial do programa.
Sexta-feira, dia 9 de Novembro
"O Vazio Psíquico contra a depressão: Agir, Futilidade e Falha na Representação de si"
Carlos Farate
Comentador: Rui Coelho
"Vazio e Funcionamento Mental"
Moderador: José Augusto Dória
Participantes: Carlos Vieira, Ana Pais, Rosina Pereira
"Mal Estar e Violência"
Luísa Vicente
Comentador: Fernanda Alexandre
"Novas (Velhas) Patologias"
Moderador: António Mendonça
Participantes: Conceição Almeida, Sónia Coelho, Nelson Barros
Sábado, 10 de Novembro
"Mal Estar na Civilização"
Carlos Amaral Dias
Comentador: José C. Coelho Rosa
"Sempre a Abrir: o Agir como Forma de Vida"
Moderador: Fátima Sequeira
Participantes: Jorge Câmara, Fátima Neves, Rui Aragão
"Psicossomática Estrutural"
Jaime Milheiro
Comentador: Jorge Bouça
"O Corpo é que Paga: Lacunas de Mentalização"
Moderador: Teresa Nunes Vicente
Participantes: Mendes Pedro, Rosa Rebelo, João Santana
Informações e Secretariado
Rua Oliveira Matos, 17
3000 - 305 Coimbra
Telf. 239824557
Email: edite@ismt.pt
Aqui deixo o essencial do programa.
Sexta-feira, dia 9 de Novembro
"O Vazio Psíquico contra a depressão: Agir, Futilidade e Falha na Representação de si"
Carlos Farate
Comentador: Rui Coelho
"Vazio e Funcionamento Mental"
Moderador: José Augusto Dória
Participantes: Carlos Vieira, Ana Pais, Rosina Pereira
"Mal Estar e Violência"
Luísa Vicente
Comentador: Fernanda Alexandre
"Novas (Velhas) Patologias"
Moderador: António Mendonça
Participantes: Conceição Almeida, Sónia Coelho, Nelson Barros
Sábado, 10 de Novembro
"Mal Estar na Civilização"
Carlos Amaral Dias
Comentador: José C. Coelho Rosa
"Sempre a Abrir: o Agir como Forma de Vida"
Moderador: Fátima Sequeira
Participantes: Jorge Câmara, Fátima Neves, Rui Aragão
"Psicossomática Estrutural"
Jaime Milheiro
Comentador: Jorge Bouça
"O Corpo é que Paga: Lacunas de Mentalização"
Moderador: Teresa Nunes Vicente
Participantes: Mendes Pedro, Rosa Rebelo, João Santana
Informações e Secretariado
Rua Oliveira Matos, 17
3000 - 305 Coimbra
Telf. 239824557
Email: edite@ismt.pt
2.10.07
Quem decide pelos mais pequenos?
E foi assim mais um Prós e Contras... um autêntico duelo entre magistrados e psis para ver quem tem a culpa ou a razão no caso da menina Esmeralda. Esgrimiram-se os mesmo argumentos à exaustão, de um lado e do outro, não acrescentando nada a histerias anteriores, com quebras de sigilo e de deveres de reserva à mistura.
Em meu entender e como bem referiu a Dra. Ana Vasconcelos, esta deveria ser uma oportunidade para a justiça e a sáude mental se sentarem à mesma mesa a discutirem o que é isto de cuidar e proteger os mais pequenos. Deixando de lado as vicissitudes do caso concreto, a discussão situar-se-ia no plano do ideal e convocaria soluções multidisciplinares.
Assim, quem decide pelos mais pequenos ficou encerrado no seu saber, com a sua razão, tão só e apenas isso.
Em meu entender e como bem referiu a Dra. Ana Vasconcelos, esta deveria ser uma oportunidade para a justiça e a sáude mental se sentarem à mesma mesa a discutirem o que é isto de cuidar e proteger os mais pequenos. Deixando de lado as vicissitudes do caso concreto, a discussão situar-se-ia no plano do ideal e convocaria soluções multidisciplinares.
Assim, quem decide pelos mais pequenos ficou encerrado no seu saber, com a sua razão, tão só e apenas isso.
28.9.07
Conferência
"Du souffle de l´existence a la naissance psychique", por Dra. Bianca Lechevalier
Data: 29 de Setembro de 2007 (sábado)
Hora: 10h30
Local: ISPA
Ciclo de Conferências em Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica
entrada livre
Data: 29 de Setembro de 2007 (sábado)
Hora: 10h30
Local: ISPA
Ciclo de Conferências em Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica
entrada livre
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