28.9.07

Conferência

"Du souffle de l´existence a la naissance psychique", por Dra. Bianca Lechevalier
Data: 29 de Setembro de 2007 (sábado)
Hora: 10h30
Local: ISPA
Ciclo de Conferências em Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica
entrada livre

27.9.07

Banco de Tempo


A iniciativa de criar o Banco de Tempo em Portugal procura dar resposta à necessidade de "criar redes de entreajuda", conforme expresso pelos testemunhos das Audições Públicas realizadas no projecto "Para Uma Sociedade Activa".
O projecto tem por objectivo criar uma rede de infra-estruturas de apoio social a nível local que promovam o encontro entre procura e oferta de tempo para realizar tarefas concretas. Estas infra-estruturas funcionam por analogia com um banco: deposita-se (ou dá-se) tempo ou disponibilidade para prestar serviços, medidos em termos de unidades de tempo (horas, e quartos de hora), que é levantado (recebido), sob diferentes formas, quando necessário.

http://www.graal.org.pt/index.htm

26.9.07

8º CONGRESSO PORTUGUÊS DE ARTE-TERAPIA

ARTE-TERAPIA E CRIATIVIDADE: APLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
II Encontro de Lisboa da SIPE (Língua Portuguesa) - 10 ANOS DA FUNDAÇÃO DA SPAT
27 e 28 de Outubro de 2007
Sala de Conferencias do I.P.J. Parque das Nações - Lisboa
Temas: Arte-Terapia com populações específicas como crianças, idosos, doentes mentais, reclusos e outros; Arte-Terapia em instituições específicas como hospitais, centros de acolhimento, instituições prisionais, escolas, ATL e outros; Especificidades da Teoria e Técnica da Arte-Terapia na intervenção institucional; Psicopatologia na Expressão.
PREÇOS DO CONGRESSO
Até 16/9/07 Membros SPAT - 15,00 € Profissionais - 50,00 € Estudantes - 30,00 €
A partir de 17/9/07 Membros SPAT - 20,00 € Profissionais - 60,00 € Estudantes - 35,00 €

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: www.arte-terapia.com
SPAT - Campo Grande, 30- 10ºC - Lisboa
Tel: 21 797 18 59

25.9.07

Conferência "O Desamparo do Desamor na Infância"

No âmbito da Comemoração dos 10 anos do ESCA, vai realizar-se no dia 12 de Novembro de 2007, a Conferência:
“O Desamparo do Desamor na Infância”, com Myrta Casas de Pereda.
Myrta Casas de Pereda é médica, psicanalista, Membro Titular da Associação Psicanalista do Uruguai (da qual foi presidente) e da Associação Psicanalista Internacional.

Nota: Ficha de inscrição em anexo e em www.esca.pt (25 vagas por ordem de inscrição)

Psicodrama e cura social

Este sábado, às 21h30, a Dra. Manuela Maciel vai dar uma conferência, intitulada"Psicodrama e cura social", na Galeria MatosFerreira (Bairro Alto, Rua Luz Soriano, 18).

Entrada Livre

21.9.07

SESSÃO CIENTÍFICA na SOCIEDADE PORTUGUESA DE ARTE-TERAPIA

SOCIEDADE PORTUGUESA DE ARTE-TERAPIA

SESSÃO CIENTÍFICA
Destinada à reflexão na área da Arte-Terapia

Dia 24/09/07 (Segunda) - 21:30 às 23:00

“Imagens do Inconsciente”
Em Busca do Espaço Cotidiano
(Direcção de Leon Hirzsman, RJ, 1986)

Documentário da série “Imagens do Inconsciente” baseado no
trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, no Rio de Janeiro.

Projecção de filme e debate

Dr. João Bucho
Arte-Psicoterapeuta e Psicólogo

Local: Sede SPAT - Campo Grande, nº 30 – 2ºD - 1700-093 Lisboa. - Tel.: 217971859
INSCRIÇÕES LIMITADAS A 20 PESSOAS
MEMBROS E FORMANDOS: GRATUITO
OUTROS: INSCRIÇÃO PRÉVIA DE 10,00 REEMBOLSÁVEIS NA SESSÃO
(Não será reembolsado no caso de falta)
Agradecemos a sua participação!

19.9.07

Tecumseh Fitch no IGC

Tecumseh Fitch no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC)
12h, 21 de Setembro


Tecumseh Fitch studies the evolution of cognition in animals and man, focusing on the evolution of communication. Originally trained in ethology and evolutionary biology, he applied his graduate training in speech science and neuroscience to understanding the physics and physiology of animal vocal communication. He is interested in all aspects of vocal communication in vertebrates (including alligators, seals, birds and monkeys), especially aspects of vocal production that bear on questions of meaning in animal communication systems, including human language. He is particularly interested in the evolution of language, and has stressed the value of an empirical, comparative approach to this problem, using data from diverse living species to address this peculiarly human characteristic.

From problem to solution

Quando se deixa a imaginação sem alimento e o ardor sem objecto, o nosso querer embacia, tanto como se enjoa o olhar que pomos nas coisas.
Stendhal, Do Amor


From problem to solution: guiding emotional work with deepening followed by construction, D. H. Jerome Liss
Neste texto, o autor descreve uma estratégia terapêutica de dois passos:

Passo I. O Negativo. O Problema
A realidade do sofrimento e da frustração do passado.

Passo II. O Positivo. A Construção. A Solução
Criar no aqui e agora a realidade de amor e partilha que se deseja cultivar no futuro.

A estratégia terapêutica consiste na vivência do problema e da solução como dois momentos bem distintos do processo, na terapia. Ou seja, a vivência de um período de profunda regressão emocional, seguida de um período de construção de uma nova realidade possível, libertando uma energia nova e construtiva (transformação das emoções, esperança e entusiasmo e mudança nas capacidades cognitivas).
No texto, o autor refere a importância de uma separação clara das duas fases. Refere uma sessão terapêutica, gravada a propósito de um estudo, a qual permite observar o que pode acontecer quando as duas fases não são claramente separadas. Num trabalho de procura de construção da solução, o terapeuta vai introduzindo, nove vezes na mesma sessão (a título de curiosidade), a realidade negativa passada. Remetendo o paciente para uma realidade contaminada e não ampliada, no aqui e agora, espaço novo de criação.

A propósito, remeto o tema para a conferência que Bernard Penot deu na passada sexta-feira na FML, O papel do psicanalista no processo da cura.
(Gostaria ler comentários sobre a conferência, na qual surgiram questões muito actuais sobre a conduta e técnica terapêutica.)

Ainda a propósito, no passado mês de Agosto, em conferência, Fonaguy refere a sua ruptura com a psicanálise e deixa o desafio para que a investigação em psicanálise se apresente num diferente formato.
(Gostaria de ter acesso escrito à conferência a que me refiro. Se alguém tiver o documento e o puder enviar para o blog agradeço. Seria bastante enriquecedor e promotor de futuras discussões.)

13.9.07

Sobre a solidão

Friedrich Nietzsche, Considération inactuelle III, 3, pp. ]31,33[

(...) «Celui qui a de vrais amis ne sait pas ce qu’est la vraie solitude, eût-il pour adversaire le monde entier autour de lui. – Mais je vois bien, hélas, que vous ne savez pas ce qu’est la solitude. Partout où il y a eu des sociétés, des gouvernements, des religions, des opinions publiques puissantes, bref, partout où il y a eu de tyrannie, elle a exécré le philosophe solitaire, car la philosophie offre à l’homme un asile où nulle tyrannie ne peut pénétrer, la caverne de l’intériorité, le labyrinthe du cœur: ce qui indispose les tyrans. Les solitaires se cachent, mais là les guette aussi leur plus grand danger. Ces hommes, qui ont abrité leur liberté au fond d’eux-mêmes, doivent aussi avoir une vie extérieure, se rendre visibles, se faire voir. Du fait de leur naissance, de leur domicile, de leur éducation, de leur patrie, du hasard, de l’importunité d’autrui, ils se trouvent engagés dans d’innombrables relations humaines; on leur prête de même une infinité d’opinions, simplement parce qu’elles sont les opinions régnantes; toute expression du visage qui n’est pas négative passe pour une approbation; tout mouvement de la main qui ne détruit pas est interprété comme un assentiment. Ils savent bien, ces solitaires libres dans leur esprit, qu’ils paraissent constamment, en quelque manière, autres qu’ils ne pensent; alors qu’ils ne veulent rien que la vérité et la honnêteté, il se tisse autour d’eux un réseau de malentendus; et la violence de leur désir ne peut empêcher que pèse sur leur action une brume d’opinions fausses, d’accommodements, de demi-concessions, de silences complaisants, d’interprétations erronées. Cela amasse un nuage de mélancolie sur leur front: car de telles natures haïssent plus que la mort qu’il soit nécessaire de paraître. Et cette amertume prolongée les rend volcaniques et menaçants. De temps en temps, ils se vengent de leur dissimulation forcée, de la réserve qu’ils s’imposent. Ils sortent de leur caverne avec des mines effroyables, leurs paroles et leurs actes sont alors explosions, et il arrive qu’ils succombent d’avoir été eux-mêmes. Schopenhauer vivait ainsi dangereusement. De tels solitaires ont justement besoin d’amour, ils ont besoin de compagnons avec qui ils puissent se montrer ouverts et francs comme envers eux-mêmes, et en présence de qui cesse la crispation du silence et de la dissimulation. Otez-leur ces compagnons et vous provoquerez un péril croissant; Heinrich von Kleist est mort de cette absence d’amour et le plus terrible remède à appliquer aux hommes d’exception est de les refouler si profondément en eux-mêmes que chacune de leurs échappées prend l’allure d’une éruption volcanique. Il est pourtant toujours un demi-dieu qui supporte de vivre dans des conditions aussi effroyables, et de vivre en vainqueur; et si vous voulez écouter ses chants solitaires, écoutez la musique de Beethoven.» (...)

11.9.07

Psicodrama: A Descoberta do Homem Espontâneo

Em leituras preparatórias ou exploratórias do próximo evento das Oficinas, deparei-me com um belíssimo texto do fundador do Psicodrama, o médico romeno Jacob Moreno, que não posso deixar de partilhar convosco.

J. L. Moreno (1961)

"No decurso de procedimentos psicodramáticos pomos o protagonista em cima dos próprios pés. Ele retorna à plenitude de seu habitat natural no espaço e no tempo. O protagonista do divã e da cadeira está agora livre do divã e da cadeira. Estes são os elementos cénicos ocasionais numa área aberta a pessoas e objectos potenciais. O protagonista não se recosta, tampouco senta-se; ele está se movimentando, actuando, falando, como em sua própria vida; ocasionalmente não está obrigado a coisa alguma, nem a mover-se, nem a fazer ou falar, apenas a ser. O âmbito de seu ser pode às vezes estar tão rígido em termos de estrutura como o estão as realidades sociais à sua volta; em outros momentos, esse âmbito poderá conter a irrealidade de um sonho ou o carácter alucinatório de um mundo lunático. Algumas vezes poderá ser um lugar para a lógica brutal da realidade, outras, o lugar para a lógica interior da fantasia, e finalmente um lugar para experiências oriundas da terra da "alógica" e da "inexistência". Estes espaços poderão ser uma sala, uma rua, uma calçada, um atalho, um trecho do céu, todos os meios de comunicação rápida. Mas poderá também ter estruturas espaciais e temporais que não existem, configurando o âmbito do "supra"-existencial. Este é o reino natural da espontaneidade, a descoberta do "homem espontâneo", da natureza criativo-espontânea da existência, do Ding "ausser" Sich. Este homem vem à tona na forma não de uma teoria sofisticada e delicadamente escrita a respeito da espontaneidade ou da existência e sim como a completa realidade de um viver, lançando-se arrojadamente numa era de raízes científicas. O veículo dentro do qual entra deve ser como um traje feito sob medida, com espaço suficiente para ser gasto com milhares de formas variadas de mundos sociais e particulares - o psicodrama."

Moreno, J.L., Fundamentos do Psicodrama, Summus Editorial